Índios expõem reivindicações ao presidente da Funai, em Maceió
28.04.2011

SÍTIO GAZETA WEB, 28.04.2011

Márcio Meira se reuniu com representantes indígenas nesta quinta-feira (28); reclamação dos índios gira em torno da terra

O presidente nacional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio
Meira, mal pisou em solo alagoano e já tem um desafio pela frente: ouvir as reivindicações de várias etnias indígenas de Alagoas, que não estão nada satisfeitas principalmente com a questão da terra destinada aos índios. No início da noite desta sexta-feira (28), quando o presidente chegou à sede da Funai, no centro de Maceió, representantes indígenas o aguardavam para uma reunião, na qual foram discutidas as reclamações dos povos. O ponto principal das reivindicações que atinge todas as etnias gira em torno da terra. No caso dos Xucurus-Kariris, grupo oriundo de Palmeira dos Índios, os índios esperam um parecer jurídico que oficialize definitivamente a região onde eles vivem há três anos. A fazenda que antes era ocupada por um vereador local hoje abriga os mais de mil nativos, mas ainda falta a garantia jurídica. A tribo Karuazu, de Pariconha, Sertão alagoano, que é composta por 420 famílias com mais de 2 mil índios, lutam por terra. De acordo com o cacique Deuã, eles são reconhecidos, mas a área destinada para eles já não consegue abrigá-los.
Segundo a liderança, a tribo recebeu proposta para invadir uma fazenda da região, no entanto, resolveu recusar e esperar uma resposta da Funai.

Os Karapotós, da etnia Karirí, da cidade de São Sebastião, tem uma
situação parecida com a tribo Karuazu. Segundo o cacique Juarez, a
região onde eles moram compreende uma área de 12 mil hectares, mas apenas 1.810 hectares são destinados para os índios. O que preocupa a tribo é a falta de garantia pela terra conquistada. "A documentação não foi para o cartório, o que nos deixa à mercê, sem garantia legal nenhuma" - disse o cacique, acrescentando que reivindica também o acréscimo de terra. A situação delicada da tribo Karapotó Guarari, de São Sebastião, também espera por desfecho positivo. As sessenta famílias ocupam desde a última segunda-feira a fazenda Santa Izabel no povoado Salobro, zona rural do município. O pajé da tribo, Jovelino Barnabé, disse que a invasão tem como objetivo conseguir o reconhecimento daquelas terras como área indígena. Os índios Fulkaxós, da etnia Karirí-Xocó, de Porto Real do Colégio, querem adquirir as terras da fazenda Cadoz, situada no estado de Sergipe, onde pretendem construir uma nova comunidade. O pajé Soiré conta que ao longo do tempo os costumes e as tradições da tribo foram se perdendo na atual área onde vivem. Além disso, conflitos de anos travados após a junção dos Kariris com os Xocós ainda refletem na realidade dos índios.

 
 

 

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