Ponto turístico na Bahia tem conflito entre índios e canoeiros
08.04.2011

SÍTIO ÚLTIMO SEGUNDO, 08.04.2011

Thiago Guimarães

Pataxós de Caraíva retêm canoas em protesto contra agressão a índio

A vila de Caraíva (749 km de Salvador), um dos destinos na Bahia mais procurados por turistas da região Sudeste, vive nesta semana um conflito entre índios e canoeiros. A briga afeta a rotina da vila, já que apenas uma canoa está fazendo a travessia do rio que dá acesso ao local.

Índios da aldeia de Barra Velha apreenderam cerca de 70 canoas usadas para fazer a travessia de turistas e moradores pelo rio Caraíva, principal acesso à vila, que integra o município de Porto Seguro. Segundo a Polícia Militar, os pataxós chegaram a atear fogo a algumas embarcações.

O ato foi em represália a uma agressão a um pataxó cometida por um canoeiro local conhecido como "Juninho". O índio teria sofrido um golpe de remo no rosto e teve que ser internado. O agressor, segundo a PM, foi preso na segunda-feira (4) e levado a uma delegacia de Porto Seguro. A reportagem não conseguiu confirmar se o homem permanece preso.

Com a retenção das embarcações, apenas uma canoa dos pataxós está fazendo a travessia do rio Caraíva, relatou Hermínia van Tol, dona de uma pousada no local. Ela contou que as demais canoas permanecem empilhadas em uma praça da vila. A comerciante disse, contudo, que o clima na vila já está mais tranqüilo e que a rotina dos turistas não tem sido afetada.

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Comentários:

Em 12 de abril de 2011 09:13, Eduardo Almeida escreveu:


No começo do sec. XIX, como relata Wied Neuwied, Caraíva era um povoado 100% indígena. Creio que continuou essencialmente indígena até 40 anos atrás, quando entrou a destrutiva especulação imobiliária. Por isso fui e sou a favor que a vila e toda uma área visinha seja declarada Terra Indígena.

abraços,

Eduardo


De: Aldeneiva Celene de Almeida Fonseca
Data: Terça, 12 de Abril de 2011 12:47

É claro, Eduardo. Foi "ontem", está mais do que justificado. Foi ontem também que inúmeras famílias Pataxó fugiram para os subúrbios de Itamaraju, Teixeira de Freitas, Eunápolis e outras cidades da região (algumas em processo de surgimento); fugiram também para fazendas, onde se empregaram como vaqueiros etc. Está na hora de tentar juntar, se não todos, pelo menos parte dessas famílias desgarradas no Fogo de 1951.

Abraços,

Celene Fonseca

 
 

 

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