Informe Xakriabá urgente
05/02/2011

Cimi Leste, Equipe Xakriabá

Rio Peruaçu e povo xakriabá ameaçados - Pavimentação da estrada que liga cônego marinho/MG a Miravania/MG coloca em risco a sobrevivência do povo Xakriabá.

É preocupante a situação que se encontra a comunidade xakriabá do Peruaçu/Dizimeiro. Durante esta semana estamos acompanhando os impactos causados pela pavimentação do trecho Cônego marinho/Miravãnia MG, que esta sendo realizado pela construtora EMPA. A água utilizada na construção da estrada está sendo retirada do Rio Peruaçu. O Rio Peruaçu é de suma importância para a sobrevivência do povo Xakriabá e ao longo dos anos vem sendo explorado por grandes empresas. Nas décadas de 80 e 90 empresa de mineração comprometeu a vida do rio juntamente com empreendimentos do setor da pecuária. Recentemente os Indígenas vem observando o avanço do plantio de eucalipto na região do Dizimeiro (território Xakriabá). No que se refere a mais está ação de destruição do Rio Peruaçu, os Indígenas relatam que as águas do rio diminuíram significativamente, sua vazão é pequena e certamente não comportará o volume de água utilizado diariamente pela empresa(EMPA). Segundo um Indígena Xakriabá já fazem 10 dias que o motor foi instalado no leito do rio sendo o mesmo proveniente de um outro córrego que não suportou a demanda. Além disso, é grande a quantidade de óleo diesel que se espalha pelo leito do rio bem como as mudanças ocorridas na coloração da água,contaminando todas as formas de vida que dependem do Rio Peruaçu para sobreviver. A poluição provocada pelo motor de sucção é tamanha que está comprometendo as reservas (lagoas que abastecem o rio no período seco e servem como locais de desova dos peixes), causando erosões e comprometendo a todo um ecossistema, que contém veredas (partes alagadas) berço dos buritizeiros e várias outras espécies de plantas, aves e animais.

Todos os impactos decorrentes da pavimentação desta estrada já foram alvo de intensas discussões com o poder público Estadual, FUNAI e Ministério Público Federal, juntamente com representantes da construtora, no tocante a área de domínio dos Indígenas Xakriabá. Ainda não existe estudos sobre os impactos desse empreendimento sobre o território xakriabá.

Nesta quinta feira 03/02/2011 um grupo de lideranças xakriabá se reuniu no local e deu alguns encaminhamentos. A nível externo estão sendo feitas denuncias aos órgãos competentes. Os Indígenas Xakriabá deram um prazo de 24 horas para que a empresa apresente documentos que autorizem o uso da água do Peruaçu para tocar o serviço.

Estamos acompanhando o desfecho dos acontecimentos e iremos informando na medida em que as ações forem acontecendo.

Equipe Xakriabá
Cimi Leste

 

 
 

 

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